Depois de terem regressado do mundo natural, onde relataram todos os acontecimentos da missão ao comitê anti-ciborgue em uma tentativa de convencê-los de que transferir suas mentes ao Novo Mundo era a única saída, Janete e André decidiram tirar umas férias. Afinal, todo mundo precisa relaxara de vez em quando.
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Os dois estavam juntos à beira do mar de Fernando de Noronha, próximos à casa aonde Janete morava quando criança. Pela primeira vez em um longo período de tempo, os dois estavam agindo como um casal normal. Livres do fardo que haviam suportado por anos. Observavam as ondas batendo contra o banco de areia, enquanto tomavam água de coco. André percebeu que Janete ainda estava chateada por ter “traído” o movimento que apoiava.
- Fizemos nosso melhor, Jane. Assim como nós, eles vão acabar percebendo que o Novo Mundo é a melhor opção. - disse André.
- É, eu espero que sim. - Janete encostou sua cabeça no ombro de André e os dois assistiram despreocupados ao mais belo pôr-do-sol de suas vidas.
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André e Janete fracassaram em sua missão revolucionária. Mas isso não significava que a missão não havia trazido resultados proveitosos. Pelo contrário, a jornada do jovem casal serviu para abrir suas mentes a um mundo completamente novo: um mundo justo, aonde era possível encontrar a felicidade plena; um mundo melhor do que aquele que conheciam. Um mundo ao qual nunca haviam dado uma chance, justamente por estarem cegos em suas crenças e preconceitos.
Ao falharem em sua missão, os dois aprenderam que o fanatismo por suas causas os fez enfrentar situações de perigo desnecessárias e os fez deixar de enxergar a realidade: Wegner não era um vilão e a Terra não podia ser salva. Ao menos não naquele momento.
Felizmente para os dois, uma nova chance lhes havia sido concedida. André e Janete poderiam viver para todo o sempre no Novo Mundo. Se quisessem, poderiam até mesmo recriar o mundo em que viviam. Afinal, o mundo virtual também era composto de momentos prazeros e efêmeros…
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