quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Capítulos I e II

Olá novamente pessoal! Finalmente sairam os dois primeiros capítulos da jornada de Janete! Provavelmente o capítulo 3 saíra ainda hoje!

Capítulo I

Janete estava em casa, descansando depois de um dia trabalhoso no comitê anti-ciborgue. Mas por estar ansiosa com o que estava por vir, não conseguia dormir. Pensava a todo momento em sua missão, e quando lembrava que a única esperança de sobrevivência do mundo natural dependia de seu sucesso, ficava ainda mais agitada.

Tentava não pensar na possibilidade de falhar. Afinal, estava determinada e sabia exatamente o deveria fazer: se infiltrar no mundo virtual para sabotá-lo por dentro. Era uma missão arriscada e complicada, e o comitê sabia que as chances de Janete ser descoberta durante a sabotagem eram grandes. A única coisa que confortava Janete era saber que seria ajudada por André, seu companheiro.

André também fazia parte do movimento anti-ciborgue, mesmo lugar onde conhecera Janete. Naquela época - não tão distante, para falar a verdade - os dois haviam aderido recentemente à causa do movimento, e começaram a frequentar as reuniões que aconteciam no comitê. Por ser tímido diante de mulheres bonitas, André nunca tinha tido coragem de falar com Janete; mas já sabia que sentia algo diferente pela garota.

Em um certo dia, porém, os dois - que haviam se inscrito para fazer parte de uma operação revolucionária - foram convocados a fazer parte da missão de sabotagem. Após terem sido escolhidos, André foi deixando a timidez de lado quando estava com Janete. Ela era uma boa amiga, mas André sentia uma atração muito forte pela garota, como jamais havia sentido antes. Como havia de acontecer mais cedo ou mais tarde, em um dia qualquer, os dois acabaram se beijando e, a partir deste momento, começaram a namorar.

Os dois jovens haviam sido submetidos a exaustivas seções de treinamento de comportamento e estudo do funcionamento do mundo virtual, ao qual haviam obtido informações de um outro membro que havia se infiltrado desde a fundação do movimento. Sentiam que, após tanto tempo de preparação, estavam prontos para por seu plano em prática. Definitivamente, aquela era a hora certa.

...

Depois de rolar pela vigésima vez seguida de um lado para o outro na cama, Janete decidiu levantar e preparar uma xícara de café. Enquanto bebia com cuidado para não se queimar, a jovem se perguntava como seria a vida no mundo virtual. Será que lá era possível sentir o aroma de café? E o seu gosto? E se queimar? Será que era possível sentir dor?

Janete não sabia o que pensar, pois nunca havia estado lá - e nunca questionara o membro do comitê que estava infiltrado sobre coisas tão fúteis. Mas estava curiosa. Logo descobriria, pensou. Terminou de beber o resto do café e se encaminhou para o banheiro, pois deveria estar pronta para partir antes das 06:00.

Capítulo II

Ao abrir a porta para sair de seu apartamento, Janete se deparou com André. O rapaz vestia um terno azul marinho e carregava uma maleta prateada em seu braço direito. Exatamente como um daqueles agentes de filmes de ação, pensou Janete.

- Não podemos nos atrasar, então fiz questão de vir aqui pra te chamar, caso fosse necessário - diz André, completando com um sorriso que dizia “Olá, gata”.

- Até parece, André. Eu já estava de pé há tempo. Não consegui dormir, na verdade. Acho que posso dizer que estou um pouco nervosa por causa da missão.

- Você, nervosa? A senhorita “tudo está sob controle” está nervosa? - disse André ironicamente, que muda de postura ao perceber que a garota está falando sério - Eu também estou um pouco nervoso. Afinal, não podemos falhar se quisermos continuar vivendo aqui fora, não é?

Abraçou-a e deu-lhe um breve beijo. Estava na hora de ir para o Cerne, a cidade-servidor, a sede do mundo virtual. À frente do prédio onde moravam, estava estacionada uma Mercedes SL 65 AMG.

Ao entraram no carro, receberam uma mensagem do líder do movimento anti-ciborgue, com um resumo da missão (não custava nada reforçar a ideia na mente dos garotos) e uma mensagem de boa sorte. A mensagem parecia mais um lembrete que dizia “se falharem, estamos perdidos”, do que um “boa sorte”, o que fez com que os garotos se sentissem ainda mais pressionados. Mas sabiam o que tinham que fazer. André deu a partida. Haviam começado a missão oficialmente.

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